Desenvolvimento
Aula em tópicos, na ordem dos capítulos de livros-texto de psicologia, e as afirmações da disciplina. Para responder e ver as explicações, jogue esta disciplina: as primeiras afirmações de cada dia são grátis.
Antes do nascimento e o recém-nascido
O desenvolvimento começa na concepção e segue pelas fases germinal, embrionária e fetal. Nesse período, teratógenos como álcool, certas drogas e infecções podem alterar de forma permanente o cérebro e o corpo: a exposição ao álcool na gravidez pode produzir alterações faciais, atraso de crescimento e déficits intelectuais. O recém-nascido chega equipado com reflexos, como sucção, preensão e busca, que depois desaparecem ou são integrados a movimentos voluntários. Como o bebê não fala, os pesquisadores usam a habituação: ele olha cada vez menos para um estímulo repetido e volta a olhar quando algo muda, revelando o que percebe e distingue. O erro comum é imaginar o bebê como um ser passivo e indiferenciado.
Afirmações deste tópico
- “Recém-nascidos apresentam reflexos automáticos, como sucção e preensão, que desaparecem ou se transformam nos primeiros meses de vida.”Responder
- “Beber álcool durante a gravidez pode causar na criança alterações faciais, atraso no crescimento e déficits intelectuais permanentes.”Responder
- “Bebês de poucos meses olham cada vez menos para uma imagem repetida e voltam a olhar mais quando ela muda, o que permite testar o que eles distinguem.”Responder
Cognição na infância
Piaget descreveu estágios em que a criança constrói conhecimento agindo sobre o mundo: sensório-motor, pré-operatório, operacional concreto e formal. Marcos como permanência do objeto e conservação ilustram cada fase; a criança de cinco anos que acha que o copo alto tem mais água mostra o pensamento pré-operatório. Métodos de olhar revelaram competências mais precoces: bebês de poucos meses se surpreendem quando um objeto escondido some, e guardam memórias de experiências antes de falar. A teoria da mente, entender que outra pessoa pode ter uma crença falsa, costuma aparecer por volta dos quatro anos. Vygotsky destacou o adulto que dá pistas e retira o apoio aos poucos. Música clássica não aumenta a inteligência de forma duradoura.
Afirmações deste tópico
- “Ouvir música de Mozart na infância aumenta a inteligência de forma duradoura.”Responder
- “Bebês de cerca de quatro meses já reagem com surpresa quando um objeto escondido parece ter desaparecido, antes da idade prevista por Piaget.”Responder
- “Crianças de três anos geralmente erram em tarefas que exigem entender que outra pessoa pode acreditar em algo falso.”Responder
- “Com a ajuda de um adulto que dá pistas e retira o apoio aos poucos, uma criança resolve problemas que ainda não conseguiria resolver sozinha.”Responder
- “Uma criança de cinco anos costuma afirmar que a água despejada em um copo mais alto e fino ficou em maior quantidade.”Responder
- “Bebês que ainda não falam não guardam nenhuma lembrança de suas experiências; a memória só começa a funcionar com a linguagem.”Responder
Linguagem
A linguagem segue uma sequência regular: balbucio, primeiras palavras por volta de um ano, combinações de duas palavras e explosão de vocabulário. Bem antes de falar, o bebê já analisa a fala: com dois minutos de uma sequência artificial sem pausas, bebês de oito meses detectam quais sílabas costumam aparecer juntas, um aprendizado estatístico que ajuda a encontrar onde cada palavra começa. Há um período sensível: quem aprende uma língua cedo domina sons e gramática com mais facilidade. Crianças expostas a duas línguas desde o nascimento podem misturá-las no início, mas não ficam confusas nem atrasam de forma permanente; separam os sistemas e costumam ganhar em controle atencional. O erro comum é tratar o bilinguismo precoce como risco.
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Apego, criação e socialização
O apego é o vínculo emocional entre o bebê e quem cuida dele. Harlow mostrou que filhotes de macaco preferem uma mãe artificial macia a uma de arame que dá leite: conforto do contato pesa mais do que alimento. Ainsworth, com a Situação Estranha, descreveu padrões seguro, evitativo e ansioso a partir da reação do bebê ao reencontro com a mãe. Creche de qualidade não produz, em regra, apego inseguro. Estilos parentais (autoritativo, autoritário, permissivo, negligente) se associam a desfechos diferentes, e o tipo de elogio importa: elogiar o esforço sustenta a persistência melhor do que elogiar a inteligência. Ordem de nascimento e ser filho único têm efeitos muito menores do que a cultura popular supõe.
Afirmações deste tópico
- “Filhotes de macaco criados em laboratório passam mais tempo agarrados a uma mãe artificial macia do que a uma mãe de arame que fornece o leite.”Responder
- “O modo como um bebê reage ao reencontrar a mãe depois de uma breve separação revela padrões de apego diferentes.”Responder
- “Filhos únicos são, em média, mais mimados, egoístas e socialmente desajustados do que crianças que têm irmãos.”Responder
- “Bebês que frequentam creche em tempo integral desenvolvem, em regra, apego inseguro à mãe.”Responder
- “Elogiar a inteligência de uma criança a torna mais persistente quando a tarefa fica difícil.”Responder
- “A ordem de nascimento molda a personalidade de forma marcante: primogênitos são mais responsáveis e caçulas, mais rebeldes.”Responder
Identidade, gênero e moralidade
Ao longo da infância, a criança constrói um senso de si: reconhece-se no espelho, descreve-se por traços e compara-se aos outros. O gênero envolve biologia, socialização e os esquemas que a criança forma sobre o que é “de menino” ou “de menina”. O raciocínio moral avança de regras externas para princípios, na sequência descrita por Kohlberg, embora emoção e intuição pesem muito nas decisões morais reais. O autocontrole também se desenvolve: a espera pelo doce no teste do marshmallow prevê algo da vida adulta, mas o efeito é modesto e encolhe bastante quando se descontam renda e contexto familiar. O erro comum é tratar esse teste como um destino traçado aos quatro anos.
Afirmações deste tópico
- “O tempo que uma criança de quatro anos espera por um doce prevê fortemente seu sucesso na vida adulta, mesmo descontando a família e o contexto.”Responder
Adolescência
A adolescência começa com a puberdade e termina na transição para a vida adulta. O cérebro continua em obra: as regiões de recompensa amadurecem antes do córtex pré-frontal, responsável por planejar e frear impulsos, e esse descompasso, mais do que apenas os hormônios, explica a busca de sensações e o risco maior na presença de amigos. Segundo Erikson, a tarefa central é formar uma identidade. Marcia descreveu estados: difusão, moratória, identidade outorgada e identidade conquistada. Quem adota uma identidade pronta, sem explorar alternativas, tende a ser mais rígido e obediente à autoridade do que quem explorou antes de se decidir. O erro comum é reduzir o adolescente a uma tempestade hormonal.
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Vida adulta e envelhecimento
O desenvolvimento não para na juventude. Algumas capacidades mudam cedo: velocidade de processamento e memória de trabalho começam a declinar já nos 20 anos, enquanto conhecimento acumulado e vocabulário, a inteligência cristalizada, seguem crescendo até idades avançadas. A memória episódica e a lembrança de nomes enfraquecem com a idade, mas esquecer onde deixou as chaves depois dos 70 é normal e não equivale ao início de uma demência, que envolve perdas progressivas e incapacitantes. O bem-estar costuma subir na segunda metade da vida: idosos relatam menos emoções negativas, priorizam relações próximas e prestam mais atenção ao que é positivo. O erro comum é imaginar o envelhecimento como declínio uniforme e inevitável em todas as frentes.