Psicologia social
Aula em tópicos, na ordem dos capítulos de livros-texto de psicologia, e as afirmações da disciplina. Para responder e ver as explicações, jogue esta disciplina: as primeiras afirmações de cada dia são grátis.
Conformidade, obediência e cumprimento
Conformidade é ajustar o comportamento ao grupo. Nos estudos de Asch, muitos participantes deram respostas obviamente erradas numa tarefa de comparar linhas para não discordar da maioria, mesmo sem qualquer pressão explícita; um único aliado dissidente reduzia muito o efeito. Obediência é seguir ordens de uma autoridade: nos estudos de Milgram, a maioria dos voluntários comuns aplicou choques que acreditava serem perigosos porque o experimentador pedia para continuar, e a proximidade da vítima ou da autoridade alterava as taxas. Cumprimento envolve técnicas de pedido, como o pé-na-porta, em que aceitar algo pequeno aumenta a chance de aceitar algo maior. O erro comum é concluir que qualquer pessoa num papel de poder se torna abusiva, como se diz do estudo da prisão de Stanford.
Afirmações deste tópico
- “Muitas pessoas dão uma resposta obviamente errada só para concordar com o grupo.”Responder
- “Quem aceita um pedido pequeno fica mais propenso a aceitar depois um pedido bem maior.”Responder
- “A maioria das pessoas comuns aplica choques que acredita serem perigosos em outra pessoa quando uma autoridade manda continuar.”Responder
- “O experimento da prisão de Stanford provou que qualquer pessoa colocada no papel de guarda se torna abusiva.”Responder
Ajudar e ferir
Comportamento pró-social inclui ajudar, cooperar e doar, e pode ser explicado por reciprocidade, seleção de parentesco, normas sociais e empatia genuína. O efeito do espectador mostra que, numa emergência, cada pessoa tende a ajudar menos quando há outras presentes, por difusão de responsabilidade e por interpretar a calma alheia como sinal de que nada grave acontece. Agressão é comportamento com intenção de ferir; tem raízes biológicas, como testosterona e serotonina baixa, e gatilhos situacionais, como frustração, calor, álcool e provocação, além de aprendizagem por modelos. A ideia da catarse, descarregar a raiva batendo em algo para ficar mais calmo, não se confirma: ensaiar a agressão tende a mantê-la ou aumentá-la.
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Atitudes, dissonância e persuasão
Atitudes são avaliações de pessoas, objetos e ideias, com componentes cognitivo, afetivo e comportamental; nem sempre preveem o comportamento, e o comportamento com frequência molda a atitude. A teoria da dissonância cognitiva explica isso: quando agimos contra o que pensamos, sentimos desconforto e ajustamos a crença. Por isso quem recebe pouco para defender uma opinião contrária passa a acreditar mais nela do que quem recebe muito, e quem sofre uma iniciação dura valoriza mais o grupo. O efeito da superjustificação mostra recompensas reduzindo o interesse por algo que já era prazeroso. Na persuasão, a rota central usa argumentos e a periférica usa pistas como atratividade e repetição. O erro comum é supor que pagar mais sempre convence mais.
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- “Dar uma recompensa a alguém por uma atividade de que já gostava pode reduzir o interesse pela atividade.”Responder
- “Quanto mais alguém é pago para defender uma opinião contrária à sua, mais passa a acreditar nela.”Responder
- “Quem passa por uma iniciação desagradável para entrar num grupo tende a gostar mais do grupo do que quem entrou sem esforço.”Responder
Como pensamos sobre os outros
Formamos impressões em fração de segundo a partir de rosto, voz e postura, e elas são difíceis de corrigir. Ao explicar o comportamento alheio, cometemos o erro fundamental de atribuição: atribuímos à personalidade o que muitas vezes se deve à situação. Estereótipos são generalizações sobre grupos que economizam esforço mental mas distorcem; preconceito é a atitude negativa, discriminação é a ação. Basta dividir pessoas por um critério trivial para surgir favoritismo pelo próprio grupo, e lembrar alguém de um estereótipo negativo antes de uma prova pode prejudicar seu desempenho, a ameaça do estereótipo. O contato reduz o preconceito apenas sob certas condições, como status igual e metas cooperativas, como se viu no estudo do acampamento com grupos rivais.
Afirmações deste tópico
- “A primeira impressão sobre uma pessoa leva alguns minutos de conversa para se formar.”Responder
- “Tendemos a explicar o comportamento dos outros pela personalidade deles e a subestimar o peso da situação.”Responder
- “Dividir pessoas em dois grupos por um critério trivial, como cara ou coroa, já basta para que favoreçam o próprio grupo.”Responder
- “Qualquer contato entre grupos rivais reduz o preconceito, não importa em que condições ele aconteça.”Responder
- “Lembrar alguém de um estereótipo negativo sobre o seu grupo pouco antes de uma prova pode piorar o desempenho dessa pessoa.”Responder
- “Num acampamento de verão, metas que só podiam ser alcançadas com a cooperação de dois grupos rivais reduziram a hostilidade entre eles.”Responder
Atração e relacionamentos
Gostamos de quem está perto: a proximidade aumenta a chance de encontros, e o efeito da mera exposição faz estímulos repetidos parecerem mais agradáveis, de rostos a músicas. A atratividade física pesa mais do que as pessoas admitem, e rostos simétricos e medianos costumam ser preferidos. A semelhança em valores, interesses e nível de escolaridade prevê a formação e a duração dos casais; a ideia de que opostos se atraem não se sustenta nos dados. O amor apaixonado, intenso e fisiológico, tende a dar lugar ao amor companheiro, baseado em confiança e compromisso. Relacionamentos duradouros se distinguem pela forma de lidar com conflitos, com mais respostas construtivas do que críticas e desprezo.
Influência do grupo
A simples presença de outros altera o desempenho: a facilitação social melhora tarefas fáceis ou bem treinadas e piora tarefas difíceis, porque a excitação fortalece a resposta dominante. Quando o esforço individual não é identificável, aparece a preguiça social, como na corda puxada em grupo. No anonimato de uma multidão pode haver desindividuação, menor autocontrole, mas multidões não são por natureza irracionais ou violentas. Em decisões coletivas, discutir com quem já pensa parecido tende a radicalizar a posição média, a polarização de grupo, e grupos coesos com líder forte e sem discordância correm o risco do pensamento grupal, com decisões piores. O erro comum é acreditar que plateia sempre atrapalha ou que união sempre melhora decisões.
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